sábado, 10 de janeiro de 2009

BASTIDORES DO MISS BRASIL 2004



Meu amigos, descobri este texto na internet e quis reproduzir aqui no Blog, para a gente analisar a verdadeira importância do concurso Miss Brasil ao longo desses 53 anos de realização. Explico também que este texto não expressa necessariamente a minha opinião. Abraços
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MISS BRASIL 2004
Artur Xexéo

"Barraco nos bastidores do concurso de misses", copyright O Globo, 21/04/04

"O concurso de misses que Marlene Mattos promoveu na Rede Bandeirantes há uma semana já tinha motivos de sobra para entrar na História. Por exemplo, foi o primeiro concurso de todos os tempos - e deve-se incluir aí os certames que escolhem a mulher mais bonita do país em todo o planeta - em que as misses desfilaram de óculos escuros. Deu para entender? Um concurso que, teoricamente, pretende mostrar como as candidatas são bonitas arranja um jeito de esconder a beleza das moças. Genial, não?

Outra sacada sensacional da equipe de Marlene Mattos: o tradicional desfile de trajes de gala fez com que todas as misses desfilassem de preto e branco, com predominância do preto. A inspiração era óbvia: Cecil Beaton e as corridas de Ascot no filme ‘My fair lady’. Só que o que era bonito no filme ficou triste no Miss Brasil. Quando todas as candidatas se juntaram no palco, dava a impressão de a TV Bandeirantes estar transmitindo um velório concorridíssimo. (Seria uma metáfora? O enterro definitivo do Miss Brasil?)

A rede de TV tentou vender para o público a idéia de que a transmissão deste ano consagraria ‘o resgate do glamour’. Agora, me explica, dá para resgatar glamour com Alexandre Pires fazendo o show do intervalo? Ou Zezé di Camargo e Luciano fazendo brincadeiras no palco? Ou Wanessa Camargo no júri? Ou um apresentador que chama Adalgisa Colombo de Adagisa? Ou uma série de VIPs na primeira fila formada por Astrid, Preta Gil, Viviane Shoptime?

Quem não acompanhou o concurso nos últimos anos - isto é, praticamente todo mundo - pode ter estranhado também a participação de Nayla Misherif como apresentadora. O que é Nayla Misherif? Bem, Nayla foi uma Miss Brasil daquele tempo em que ninguém mais sabia quem era a Miss Brasil. Como uma Miss Brasil dos bons tempos, seu principal prêmio foi um bom casamento. Nayla casou-se com um empresário que, de presente, deu-lhe os direitos do concurso. Moral da história: já há dois ou três anos, Nayla é a apresentadora. Tudo indica que faz parte do contrato que ela assina com as estações de TV que acham uma boa idéia transmitir o certame. Já foi a CNT. Agora é a Bandeirantes. Também deve estar no contrato a exigência de Nayla mudar de roupa a cada vez que é focalizada por uma câmera. É o que tem de mais divertido no programa. Como é que Nayla Misherif vai aparecer na próxima cena? Ela nunca decepciona.

Mas havia uma verdadeira boa idéia no plano de Marlene Mattos de ‘resgatar o glamour’. A nova toda-poderosa da Bandeirantes imaginou uma homenagem a todas as 50 misses que já ganharam o Miss Brasil. Nem todas apareceram. Mas muita gente estava lá: Martha Rocha, Adagisa... opa! Adalgisa Colombo, Ana Cristina Ridzi, Gina McPherson, Eliane Thompson, Vera Lucia Couto...

Não foi fácil reuni-las. A coluna Gente Boa contou alguns dos problemas que antecederam o encontro no palco de toda aquela mulherada. Algumas tiveram que receber uma ajuda de custo para ir a São Paulo. Outras reivindicaram cachê. Marlene explicou que pagar cachê seria como pagar para um convidado ir a uma festa.

No palco - excetuando-se o improviso que marcou toda a transmissão do desfile - tudo parecia bem com as misses homenageadas. Mas, na verdade, todas estavam insatisfeitas. Ana Cristina Ridzi, a candidata que venceu uma irmã gêmea no concurso de Miss Guanabara e acabou ganhando o Miss Brasil, é a porta-voz do grupo:

‘O convite para participarmos de ‘uma celebração prazerosa’ foi o maior embuste que aconteceu nesses 50 anos de Miss Brasil. Desorganização completa: fomos destratadas, a começar pela hospedagem sem direito a nada (telefone-mudo, frigobar vazio - não tinha nem água). A muito custo, foram liberadas ligações telefônicas internas e a água’, reclama em carta a Marlene Mattos.

‘Parecíamos estar pagando para participar da sua festa ( de Marlene Mattos ), onde os únicos amigos bem-vindos eram os seus ( de Marlene Mattos ) agenciados Wanessa Camargo, Zezé di Camargo e Luciano e outros, que têm interesses financeiros em aparecer’, continua.

E Ana Cristina solta o verbo: ‘Quando se convida para a casa de um amigo, como foi dito pela senhora ( Marlene Mattos ) em nota publicada ( na coluna Gente Boa ), não se cobra, tem razão, mas pelo menos o dono da casa que convida deve recepcioná-lo bem e fazer as honras da casa, como um bom anfitrião, e jamais ganhar dinheiro/audiência em função destes. Amigos não são deixados durante cinco horas em pé nos bastidores do evento, sem cadeira, sem água, sendo empurrados de um lado para o outro, quando o convite teria sido uma suposta celebração e homenagem. Nosso nome foi usado por sua assessoria de imprensa, divulgando a homenagem às misses do Brasil. De forma jocosa, sugeriu-se a ajuda de custo às misses ‘quase falidas’. Usaram a nossa imagem durante 28 dias, em vinhetas comunicando a data do evento. Não fomos convidadas para a casa de amigos, e sim para receber uma homenagem de uma rede aberta de televisão, que estava ganhando dinheiro com o evento.’

Cinco horas em pé? Sem água? Sem frigobar no hotel? Sem telefone? Marlene Mattos expandiu o conceito de ‘resgate do glamour’."
Fonte: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6597763609572807067

9 comentários:

MÁRCIO LANDIN disse...

Parabéns Evandro!

Gostei! É bom para termos um paralelo entre o resultado final e bastidores do MU/Brasil. Como interessado, valho-me também de informações para emitir alguma opinião. O Concurso Miss Brasil não é um evento "simples" como pensamos não apenas para as candidatas. Comemorar os 50 anos em 2004 pediria tal esforço e maturidade! Não vejo a responsabilidade dele recaída sobre qualquer mortal isoladamente. Embora a profissional seja de outra área, mas afinada com "eventos". Para mim, faltou "amadurecimento da idéia". Reunir no mesmo palco todas as misses do Brasil no mesmo espaço, a meu ver é um enorme desafio! Pelo Menos ali apenas as Misses Universo já seria difícil demais. O traje a rigor era uma pedida fundamental por conta do resultado final em foto e o anúncio cronológico por nome e estado era esperado pelos ouvintes que não sabem de nada ou que estavam revendo. Tudo isso tem dinheiro, contatos telefônicos, locomoções, cicerones, hospedagens e patrocínios pelo fato que que estamos falando hoje em sua maioria de sehoras. O que me deixa triste como leitor, é sabermos que em outros países se homenageiam suas vencedoras no Miss Universo com pompa! Após tantos anos, e um tenebroso inverso de 40 anos era esforço momento épico digno de registro num material para a posteridade. O concurso em si estava realmente monótono, visualmente falho e não correspondia ao seu "glamour". Ou seja a Emissora não teria uma tarefa nada, nada fácil, sem falar nas apresentadoras. Para mim, "Todas" deveriam vir em traje especial, "todas", um mesmo tratamento especial, pois "todas" nos orgulharam a seu tempo desde 1954. Faltaram os missólogos, faltaram as referências pré-MU. Cada estado brasileiro deveria estar ali nominado com aquela música da baiana Helen de Lima. Considero nossas jóias do Nilo: mulheres belas, eleitas. Faltou ali a maravilhosa Martha Vasconcellos (custasse o que custasse), e também Emilia, e também Olivia Rebouças, e também Maria José, tantas outras! Sei que Ivete Vargas seria difícil mas uma homenagem pode se dar por representação para cobrir a falta! Nessas horas nos valemos de fotos em uma tela de projeção! Aquilo é uma TV e ali é também uma Casa do Joralismo! Temos hoje um rico material todo em bloggers, como este e sites que conhecemos!Enfim, tudo isso custaria dinheiro e gastos com profissionais, patrocínio, espaço, aluguéis e num país que costumeiramente dá-se valor ao futuro e não se dá valor às suas tradições e onde traje típico deixou de ser coisa oportuna em nome de qualquer surrealismo, não se esperaria coisa melhor. Não culpo apenas a Marlene Mattos, nem apenas a Emissora em si, mas ao descaso que transformou o concurso em um produto qualquer. Aliás como a organização tem visto esse concurso. Um apêndice forçado, coisa de nós os antiquados e saudosos. O discurso do interlocutor está ácido para um jornalista que deve ponderar as palavras, mas essa edição é um extrato de como a Gaeta age. Mandou este ano Vanessa Vidal ao Beleza Internacional e essa organização, de forma tão desrespeitosa quanto as misses do passado decidiu mudar a cor de seus cabelos e deixá-la sem intérprete tendo limitações físicas, mas não em beleza e em graça. Tudo isso reforça o sentido de se rever como estamos agindo com nossas misses e o produto Miss Universo no Brasil. É preciso rever essa organização que deixa a desejar quando escolhe a mais bela de nosso país para nomear dois Estados de forma também desrespeitosas as tradições dos outros estados brasileiros, com pessoas que não estão afinados com os interesses dos brasileiros, mas seus próprios. Também serve para entendermos melhor como ficamos 40 anos longe da faixa e da coroa com tantas mulheres bonitas brilhando nas passarelas como brilhou em 2008nossas modelos internacionais. Como vemos a cada dia nas telas da TV e na voz cantada por beldades que espalham beleza e encanto que sempre soubemos ter. Ou então, achamos que é isso mesmo e nos conformamos que beleza mesmo é em Porto Rico, Venezuela, Canadá, EUA e quem sabe na Rússia, Indía, quem sabe Japão. Talvez fiquemos ainda com as misses do passado entre 50, 60 e alguma outras poucos que furaram o difícil bloqueio das finalistas, porque não temos dinheiro e organização. Mas gastamos muito mais fazendo o Carnaval com brilho e purpurina E BADALAÇÃO.
A Globo poderia ser contactada pois a história dela está afinada, já fez uma novela com o assunto, tem uma mulher que hoje é matrona e já participou de concurso de beleza e tem melhor condição de agregar patrocinadores. Quem sabe? E o Memorial das Misses ainda é algo a se pensar, valeria a pena? Ou deixaremos isso para a Venezuela que em 1968 não tinha MU e hoje tem 5 misses?

J. Botafogo disse...

Artur Xexéo é um dos grandes cronistas da atualidade sobre o cotidiano brasileiro. Eu já conhecia esta crônica na qual ele ironicamente narra o fiasco dos 50 anos do "Miss" Brasil e a denúncia devastadora de Ana Christina Ridzi sobre o tratamento recebido da equipe da Band, coordenadora do concurso da "grande" comemoração às detentoras do título no passado.Quantos às misses concorrentes ao certame daquele ano usarem óculos escuros, não passou de uma cópia grosseira da Srª Marlene Matos, do "Miss" Universo 1996, onde as semifinalistas aparecem com o citado acessório. Quem viu o concurso percebe imediatamente.
Márcio Landin, entende, não quero criar nenhuma polêmica e nem desmerecer o teu texto muito bem escrito e elucidativo, mas existe no Nordeste, talvez só em algumas regiões, um dito popular: "quem não pode com o pote, não pega na rodilha". Sobre a "Canção das Misses", o autor é Lourival Faissal, Ellen de Lima, uma cantora que nunca passou do "segundo time", é apenas a sua intérprete.
Abraços prezado Evandro.

Anônimo disse...

...É...triste...porém, Arthur, concurso de miss é muito mais importante do que a sua digna alma preconceituosa admite!...depois dessa sua crônica ser publicada enterrando "definitivamente"! o Miss Brasil, Natália Guimarães inundou o Brasil com sua beleza e quase se torna Miss Universo...e aí Arthur??? Onde está sua crônica reconhecendo que o Miss Brasil não morreu e jamais morrerá?,,,Arthur, concurso de beleza existe desde a Grécia ant. se tivesse que acabar não seria o "sr." que ira decretar o seu fim. Fácil derrotar, destruir, desvalorizar...que bom que existem assuntos pro senhor achincalhar não é mesmo?...é disso que o senhor vive não é mesmo?...eu também(aliás todo mundo) pode achar que o tipo de jornalismo que o sr. faz "já era"...e que deveria ser enterrado...Aconselho na laje se escrever: "Aqui jaz Xexéo" e ele nem era miss"!...Hilton

Anônimo disse...

Desculpem minha irritação, porém, acho que "meter o malho" nas coisas é fácil...Embora ache, claro, que a produção falhou feio na homenagem...deveria entrar uma a uma, afinal gostaríamos de apreciar calmamente cada uma....quem sabe algumas palavras pronunciadas pelas estrelas da noite e que não vemos todos os dias...sei que falharam...mas, acabar com tradições é bem a cara de brasileiro...do que será que esse senhor gosta hein"? já li alguma coisa dele e sempre tem um tom de derrota de deboche no texto...ah! cansei dessa gente, intelectualóide de revista semanal...fui! Hilton

Márcio Landin disse...

Não sei comentar realmente o que houve com o Miss Brasil Universo que ocorreu diferente dos anos 50 e 60, confesso que sou um leigo. O que sei que dos países vizinhos latinos, como está na lista abaixo, o MU premiou-os com estas coroas a partir dos anos 70:

1970 - Marissol Malaret - Porto Rico
1979 - Mritza Sayalero - Venezuela

1981 - Irene Saez - Venezuela
1986 - Bárbara Palácios - Venezuela
1987 - Cecília Boloco - Chile
1991 - Lupita Jones - México
1993 - Dayanara Torres - Porto Rico
1996 - Alicia Machado - Venezuela
2001 - Denise Quiñones - Porto Rico
2002 - * Justine Pasek - Panamá
2003 - Amélia Vega - Rep. Dominicana
2006 - Zuelika Rivera - Porto Rico
2008 - Dayana Mendonza - Venezuela.


Foram 13 Misses latinas nesses espaço de tempo que ficamo sem uma Miss brasileira sem ser Miss Universo. Tivemos duas finalistas em 1972 e outra em 2007 apenas, enquanto isso finalistas esses países tiveram em número muitas vezes maior, o que precisaria de uma pesquisa a respeito. Foi nesse tom que comentei o texto do jornalista acima. Como brasileiro, que tem orgulho de meu País e não apenas como Nordestino, fiquei sim sem saber até agora o porque de perdermos o compasso da História desse concurso memorável. Prefiro deixar para quem possa analisar melhor e concluir algo a respeito, sei que quando algo não está dando certo, precisamos mudar e para MELHOR. Não adianta agora ficarmos apenas penalizando quem quer que seja e também aprendi com a vida se alguém está fazendo algo melhor do que nós mesmos, devemos no mínimo observar porquê tem conseguido tantos frutos. Um abraço a todos.

MÁRCIO LANDIN disse...

SOBRE HELEN DE LIMA:

Acho correto expor meu ponto de vista sobre essa "cantora" . Quanto ao autor de A Canção das Misses, realmente foi um lapso meu lamentável, desculpem-me todos, por não citá-lo! Pegou mal. Quanto a canção na voz de Helenice Trezinha "Helen de Lima" revivida 50 anos depois foi formidável, não saberia descrever algo diferente. Helen é uma nobre mulher, até mesmo, fascinante e não apens uma cantora, mas atuou em teatro ao lado de Jardel Mello, e cantora da recém-inaugurada TV Globo quando contracenou com Fernnanda Montenegro e Sérgio Brito. Ao lado de Haroldo Costa e das Imãs Marinho, Helen teve seu grnde momento no Copacabana Palace reduto das celebridades da época. Hoje tantos anos se passaram, é também uma senhora. Mulher que foi apresentadora de rádio e fez rádio-novelas, integrou o grupo das cantoras do Rádio juntamente com Cmélia Alves, Violet Cavalcante e Ademilde Fonseca e Nora Ney, Zezé Gonaga e Rozita Gonzales. Em 2001 volta a fazer sucesso no Café Arena, e viveu realmente de apresentações parcas em barzinhos, inclusive em Estoril, Lisboa nos nos 70. Coisas da mídia no Brasil que muitos arftistas enfrentam. Seu filho Rodrigo Almeid ganhou um concurso musical com sua Dança d'El moreno de suingue carioca, recentemente.

FONTE PRA CONSULA
http://www.ccjf.trf2.gov.br/instit/artigos/ellen_dl.htm

Anônimo disse...

Para não ser severo, estivemos em finais em 1971, em 1972, em 1979, em 1981 e em 2007. Desejamos que em 2009 a História seja diferente com um concurso competitivo e um resultado melhor para todos os brasileiros de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Anônimo disse...

EVANDRO, AINDA BEM QUE VOCÊ NÃO CONCORDA COM O ARTICULISTA! LI ESSA CRÔNICA E ACHEI HORRÍVEL, DEBOCHADA E XEXÉO SE PERDEU FAZ TEMPO, DESDE QUE SAIU DO JORNAL DO BRASIL E FOI PR'O GLOBO. PERDEU A CRÍTICA LIVRE. CONCORDO DUPLAMENTE COM HILTON!E PARECE QUE SE DEBOCHA DO INALCANSÁVEL...JA

Anônimo disse...

...JA vc fechou esta polêmica com chave de ouro...realmente o sr. Xexéo não alcansou!...se é que vc me entende!!!! Hilton

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